Conhecer o Vale do Loire era um sonho antigo. As centenas de castelos espalhados pela margem do Rio Loire, as muralhas medievais e os jardins magníficos e formam um cenário de contos de fadas, perfeito para ir a dois.
Como a região fica pertinho de Paris, desembarcamos por lá e no dia seguinte pegamos um trem até a cidade de Tours, nossa base para visitar todos os castelos. Na estação mesmo pegamos o carro que havíamos alugado e fomos em direção ao nosso hotel-castelo.
O hotel de charme Domaine de la Tortiniere foi o nosso escolhido. Mais incrível do que conhecer os castelos do Loire, é se hospedar em um! O serviço é impecável e a vista para o Vale, maravilhosa. E o hotel ainda oferecia alguns mimos: café-da-manhã servido no quarto, roupões fofos e uma garrafinha de licor em cima da lareira que era reabastecida todos os dias. Valeu muito a pena!
Como chegamos ao hotel quase no horário de almoço, resolvemos comer por lá. E não nos arrependemos. Comida deliciosa e acompanhada de um Vouvray, vinho famoso da região.
Conhecemos 3 castelos: Chenonceau, Chamobord e Villandry.
Chenonceau
Achei este castelo o mais bonito e interessante! Foi construído em cima do Rio Cher e por isso, precisamos atravessar uma ponte para chegar. Mais charmoso, impossível. O interior do castelo é cheio de objetos e peças de arte, o que faz a visita ser praticamente uma viagem no tempo.
O castelo de Chenonceau é conhecido como o “Château des Dames” pela importância que as mulheres tiveram na sua história. Um nobre comprou estas terras e foi a pedido de sua esposa, Catherine Bohier, que derrubou o que havia e construiu o castelo no lugar. Mais tarde, Chenonceau foi habitado pela esposa e pela amante (!) do Rei Henrique II, cada uma com seu espaço e um jardim próprio. Após a morte do rei (e muitas intrigas e disputas de poder), a amante Diane de Poitier foi expulsa do castelo pela Rainha Catarina de Médicis. Quando Catarina faleceu, o palácio passou para Lorraine-Vaudemont, a esposa de Henrique III. Após o assassinato do marido, Louise entrou em luto profundo e vagava pelo castelo vestindo roupas pretas e mantendo sempre as janelas fechadas. Visitamos o quarto de Louise no castelo, bem escuro e sombrio.
Chambord
É o maior castelo do Vale do Loire, sua imponência impressiona. Foi construído para servir apenas de pavilhão de caça para os nobres da época. Este castelo pertenceu a muitos, mas ninguém de fato morou ou investiu nele. O fato de ser extremamente frio no inverno e ter muitos insetos no verão seriam algumas causas do Chambord ter se tornado um elefante branco para quem o comprava ou herdava.
Chambord é enorme: são 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. Mas o interior do castelo não é muito decorado. O mais interessante é a escadaria central em formato de hélice dupla, que foi construída para que quem estivesse subindo não encontrasse quem estivesse descendo.
A vista do terraço é de tirar o fôlego!
Villandry foi um dos últimos castelos a serem construídos no Vale do Loire.
Optamos por visitar apenas os jardins, que são a grande atração. Acho que neste caso, o castelo é apenas o coadjuvante. Os jardins de Villandry são maravilhosos e muitíssimo bem cuidados! São vários labirintos naturais de encher os olhos, é uma delícia passar o dia ziguezagueando sem pressa para lá e para cá.
Visitamos também as cidades Blois e Amboise, mas não entramos em seus castelos.
São duas cidadezinhas que todo mundo tem que conhecer no Vale do Loire. Lindinhas e cheias de opções gostosas para comer.
Na nossa última noite no Vale fizemos um jantar divino no hotel. E olha só o carrinho de queijos. Uma tentação... Fechamos com chave de ouro!
Difícil foi conseguir voltar para a vida real...